
STF: conhecer a identidade do pai é direito fundamental
Filhos que não conseguiram custear no passado exames de DNA para descobrir
quem são os seus pais garantiram, 02/06, no Supremo Tribunal Federal
(STF) o direito de retomar processos judiciais de investigação
de paternidade.
Ao analisar o recurso de um homem de 29 anos, o STF concluiu que a verdade
biológica deve prevalecer nesses casos. A maioria dos ministros entendeu
que o direito de uma pessoa conhecer a identidade do pai é um direito
fundamental previsto na Constituição Federal e pode ser buscado
mesmo após as ações de investigação de
paternidade terem se encerrado há anos ou décadas.
O julgamento de [ontem] tem repercussão geral. Ou seja, a decisão
tomada será aplicada posteriormente pelas instâncias inferiores
da Justiça em casos idênticos - quando o filho não tinha
condições de pagar o exame na época do processo de investigação
de paternidade e o Estado não arcava com os custos. (Fonte: Ag.Estado)