
Uma história de cidadania: como conseguimos aprovar a Lei da Alienação
Parental
A Dra. em Psicologia, Sandra Baccara; o juiz Elízio Peres e as Advogadas Melissa Telles e Jamile Dala Nora em reunião decisiva no Senado Federal que culminou na ágil tramitação do PL na CCJ do Senado.18/05/2010

Foto da audiência pública na Câmara dos Deputados realizada em 01/10/2009.
Na
imagem estão o juiz Elízio Peres, a doutora em psicologia, Sandra
Baccara; a jornalista Karla Mendes; a relatora do PL na CCJ, deputada Maria
do Rosário (PT-RS); a ex-desembargadora Maria Berenice Dias e a representante
do CFP,Cynthia R.Côrrea Araujo Ciarallo.
Reunião
com os deputados Acélio Casagrande, relator do PL na CSSF, e Jô
Moraes, que inicialmente temia o projeto. Foi a primeira grande vitória
pois conseguimos a adesão do movimento de mulheres. Em01/07/2009
É impossível
aqui, dar o nome de todos os homens e mulheres que participaram ativamente
do processo de elaboração da Lei de Alienação
Parental. Mas foram muitos, num esforço cidadão de transformar
a nossa sociedade e proteger milhões de crianças brasileiras
de um dos mais sórdidos tipos de maus tratos: o abuso e manipulação
psicológica.
A nova lei nasceu sem dono, muito embora a inciativa e o texto final do anteprojeto
seja do juiz Elízio Peres. Muita gente nas redes sociais como o Orkut,
nas listas de discussão dos e-groups e integrantes das associações
como o Pai Legal,SOS Papai e Mamãe, AMASEP, APASE, Pais Por Justiça
eParticipais. Juntas, pessoas comuns e que não se conheciam trabalharam
arduamente. Nós enfrentamos pessoas que usaram de estratégias
maldosas, nos bastidores para derrubar o projeto ou se promover. Pior: tivemos
de amargar o fogo amigo de pretensos aliados - alguns tiveram até coragem
de tentar assumir a autoria do projeto. Ou tentar sabotá-lo porque
não atendia aos interesses de suas vaidades.
Mas o saldo foi mais que vitorioso. Entre as lições aprendidas,
a de que o Congresso Nacional é realmente a casa do povo. Nunca, em
nenhum momento, deixamos de ser recebidos pelos deputados e senadores. E olha
que foram procurados cada um que compunham as comissões em que o PL
tramitou. A proposta angariou apoio indistinto dos parlamentares de várias
colorações partidárias - PSC, DEM, PTB, PC do B, PT,
PMDB.
Agora, quem tentar
manipular o filho terá de enfrentar a Justiça. Consolida-se
o instituto da guarda compartilhada como a melhor forma de dividir as responsabilidades
entre pai e mãe, mesmo nas situações de litígio.
E o melhor: finalmente, os filhos terão direito de conviver com eqüidade
tanto com a família da mãe como com a do pai.
O relato abaixo traz boa
parte da história. Obviamente, não é um relato preciso
porque muitos mais homens e mulheres atuaram decisivamente para que a lei
se tornasse realidade. Os parlamentares foram bombardeados por emails e relatos
de pessoas que contaram suas histórias tristes.
Como tudo começou
11/05/ 2008 - O juiz Elizio
Peres procurou todos os movimentos que lutavam pela igualdade parental e tentavam
esclarecer as autoridades sobre alienação parental. Ele preparou
uma proposta de anteprojeto de lei e estava procurando sugestões para
aprimorá-lo. Fez uma intensa pesquisa junto a advogados, magistrados,
psicólogos, assistentes sociais, vítimas de alienação
e associações de peso como o Instituto Brasileiro de Direito
de Família (IBDFAM). A data marca o envio do primeiro email para o
movimento Pais Por Justiça.
12/06/2008 - O administrador Celso G. Dias, integrante de movimentos que lutam
pela igualdade parental, procurou o deputado Regis Oliveira (PSC-SP) que na
ocasião já demonstrava interesse em encampar a idéia.
Setembro/2008 - Começou o trabalho de mobilização "corpo-a-corpo"
no Congresso Nacional com a participação de Elizio Peres, Igor
Xaxa e Karla Mendes. Fora de Brasília, várias pessoas estavam
procurando os parlamentares, em suas representações estaduais,
para apresentarem o anteprojeto.
07/10/2008 - O deputado Regis Oliveira (PSC-SP) sai na frente e apresenta
o PL que ganha o número 4053/08. Na semana seguinte, o grupo formado
por Elízio, Igor e Karla vão ao Congresso entregar material
informativo aos parlamentares. O PL terá tramitação de
urgência, o que significa que pode ser aprovado rapidamente somente
passando pelas comissões da Câmara e do Senado.
Dezembro de 2008 - De novo nosso grupo vai ao Congresso, dessa vez para conversar
com o presidente da Comissão de Seguridade Social e Família
(CSSF), deputado Jofran Frejat (PTB-DF) e o relator nomeado para o PL, José
Aristodemo Pinotti (DEM-SP). Várias pessoas começam a mandar
emails aos parlamentares pedindo apoio ao projeto.
Fevereiro de 2009 - O deputado Pinotti se licenciou da Câmara por problemas
de saúde e o PL, que estava pronto para ser votado, teria de ter um
novo relator designado.
01/04/2009 - É lançado oficialmente o documentário A
Morte Inventada do cineasta Alan Minas. O filme traz relatos de vítimas
de alienação parental e especialistas no tema (magistrados,
advogados, assistentes sociais, psicólogos e promotores). E ajudou
a divulgar o problema em todo o país.
15/04/2009 - Nosso grupo vai ao Congresso Nacional visitar o novo relator
do PL, deputado Acélio Casagrande (PMDB-SC). Fomos muito bem recebidos
mas, apesar de ter sido já designado há três semanas relator
da proposta, o deputado não havia recebido o texto oficialmente e nada
podia fazer para agilizar a tramitação. Novamente, homens e
mulheres começam a enviar emails para a presidente da comissão,
deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA) cobrando agilidade.
20/05/2009 – Nosso grupo volta ao Congresso para conversar com os deputados
Regis Oliveira e Acélio Casagrande. A partir daí iniciam uma
série de contatos bem sucedidos.
A primeira grande decepção
24/06/2009 – Projeto ia ser votado naquele dia na Comissão de
Seguridade Social e Família mas foi retirado de pauta a pedido da Deputada
Federal Jo Moraes (PC do B). A manobra nos pegou de surpresa porque tínhamos
feito inúmeras visitas aos deputados, desde o início da tramitação
do projeto, e não tínhamos tido nenhuma resistência. Igor
Xaxá estava acompanhando a reunião e passou rapidamente a informação.
A partir daí pais, mães e as associações e movimentos
que lutam pela punição para a alienação parental
começam a enviar emails para a deputada cobrando explicações.
01/07/2009 - A morte do deputado Aristodemo Pinotti suspendeu a sessão
deliberativa da Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF)
para as homenagens póstumas. O atual relator do PL da SAP fez questão
de lembrar que Pinotti fora o primeiro relator do projeto que tem o consenso
na Comissão e o interesse da sociedade.
Encerrada a sessão, o deputado Acélio Casagrande nos convidou
para um bate papo em seu gabinete juntamente com a deputada Jo Moraes. A deputada
nos contou que fora procurada pelo Rodrigo Dias (presidente e fundador do
Movimento Pais Para Sempre) e por uma ONG ligada ao movimento de mulheres
porque teriam pontos que discordavam do PL da SAP. Juntamente com o deputado
Acélio Casagrande dissipamos as dúvidas da deputada. Prontamente
nos colocamos a disposição da deputada para conversar com o
movimento de mulheres. A reunião ficou marcada para as 14h30.
Em seguida fomos ao gabinete do deputado Regis Oliveira que garantiu não
só a sua participação na próxima reunião
da CSSF como disse que está tratando das costuras políticas
em torno do projeto tanto na CSSF como na CCJ. Nos garantiu aprovação
fácil nas duas comissões. Seu otimismo realmente nos contagiou.
Do gabinete do deputado Régis Oliveira, fomos conversar com a deputada
Cyda Diogo, parlamentar ligada aos movimentos femininos e aliada de primeira
hora do PL da SAP. Ela nos orientou na conversa sobre o PL da SAP e também
pediu que sua chefe de gabinete nos acompanhasse na reunião com o pessoal
do movimento de mulheres - ela tinha compromisso no horário da reunião.
Às 12h20, Rodrigo Dias passa um email (o inteiro teor pode ser conferido
aqui) aos gabinetes dos deputados alertando-os e se posicionando contra o
PL da SAP. O email do Rodrigo Dias distorceu o texto do PL e não foi
fiel nem ao texto nem ao espírito da lei.
A reunião com o pessoal do movimento de mulheres transcorreu em clima
de entendimento. As resistências e dúvidas foram dissipadas.
Conseguimos demonstrar que o PL da SAP tem o foco na proteção
da criança, que é a maior vítima de alienação
parental, e não na figura do pai ou da mãe. Trocamos cartões
e telefones. A deputada Jo Moraessaiu feliz da vida e, no final das contas,
nos proporcionou este momento ímpar de entendimento. Claramente, houve
um ruído de comunicação que criou a resistência
inicial.
02/07/2009 - A reação inesperada do presidente do Pais Para
Sempre levou os demais movimentos e associações – Participais,
Pai Legal,SOS Papai e Mamãe, Pais Por Justiça, AMASEP e Apase
- se unirem num esforço comum pela aprovação da lei.
Todos enviaram notas oficiaisaos gabinetes dos parlamentares e colocaram o
texto em seus sites.
07/07/2010 - Igor e Carlos Dias Lopes, assessor de imprensa do Participais,
foram pessoalmente ao Congresso Nacional para entregar a nota assinada pelos
movimentos.
A primeira vitória
15/07/2009 - O substitutivo do Deputado Acélio Casagrande foi aprovado
por unanimidade na Comissão. Não sem antes sofrer uma tentativa
de obstrução. Mas o nosso grupo estava lá e esclareceu
o deputado que por pouco não ingressa com um novo pedido de vistas.
6/08/2009 – É nomeada a relatora do PL na Comissão de
Constituição Justiça e Cidadania (CCJC), Maria do Rosário
(PT-RS).
12/08/2009 – O nosso grupo volta ao Congresso Nacional para falar com
a deputada e distribuir material informativo sobre a alienação
parental. Do nosso kit fazia parte o documentário A Morte Inventada
e o livro da Maria Berenice Dias, Síndrome da Alienação
Parental – A Tirania do Guardião.
13/08/2009 – O gabinete da deputada Maria do Rosário começa
a receber emails anônimos de pessoas contrárias ao PL. A obscuridade
foi uma marca constante das pessoas que discordavam da lei. O que nos chamava
a atenção é que ninguém topou participar do debate
democrático, preferindo emails e os bastidores. Talvez estivessem envergonhadas
por discordarem. Para contrapor o jogo sujo, adotamos a estratégia
de transparência total: municiamos os parlamentares (todos eles) de
informações sobre a alienação parental.
27/08/2009 – A deputada Maria do Rosário apresenta requerimento
solicitando a realização de uma audiência pública
para discutir o PL.
Momento tenso
01/10/2009 – A audiência pública na Comissão de
Constituição e Justiça e Cidadania foi um dos momentos
mais tensos da tramitação do PL. Compuseram a mesa o juiz Elizio
Peres, a psicóloga Sandra Baccara, a representante do CFP, Cynthia
Ciarralo, a ex-desembargadora Maria Berenice Dias, a jornalista Karla Mendes
e a deputada Maria do Rosário. A "representante" do Conselho
Federal de Psicologia tentou desqualificar o PL dizendo que tratava de questões
apenas restritas ao campo da disputa de guarda. Entre as pérolas ditas
por ela, estava que o "Estado não pode invadir assim o território
da família" (ela só esqueceu que hoje o Estado, por meio
da legislação feita pelos representantes da sociedade e da aplicação
da lei pelo Judiciário, já regula da gestação
ao óbito). Claramente não se deu ao trabalho de ler o projeto
mas tinha em mãos uma espécie de relatório onde repetia
os velhos argumentos que vimos anteriormente em textos dos obscuros detratores
do PL. Sustentou que a discussão sobre "alienação
parental" acirraria a rivalidade entre os pais e estava ofuscando o instituto
da Guarda Compartilhada.
Sandra Baccara, doutora em Psicologia e professora emérita da Escola
da Magistratura, foi enfática em desconstruir os argumentos falaciosos.
Contou que em 30 anos de profissão tinha visto muitas atrocidades cometidas,
destruindo famílias, simplesmente porque um dos genitores decide usar
os próprios filhos como instrumentos de vingança de uma relação
amorosa que não deu certo. E, com toda educação e elegância
que lhe é característica, ressaltou que aquela posição
trazida pela "representante" do CFP não era a posição
do conjunto dos profissionais de psicologia e sugeriu que o CFP discutisse
o assunto e auxiliasse na formação/informação
dos profissionais para atuar em casos de alienação visto que
hoje os profissionais têm de ser praticamente autodidatas.
Quando voltou a palavra à desembargadora, perfeita na explicação
da realidade dos tribunais e dos danos causados pela alienação,
foi o tiro de misericórdia na "representante" do CFP. Com
a sagacidade de uma magistrada experiente perguntou à "representante"
do CFP se ela estava expressando uma posição isolada ou se o
CFP estava se manifestando oficialmente contrário ao projeto. Resultado:
a "representante" do CFP teve de confessar que o PL não fora
discutido pela entidade e não existia um posicionamento formal a respeito.
Aí, ela mudou um pouco o discurso para dizer que o CFP tinha interesse
no PL porque simplesmente tratava do trabalho do Psicólogo. Pleiteou
uma nova audiência pública para que fosse ouvido o Conanda. Nesse
momento foi interrompida pela deputada Maria do Rosário, relatora do
projeto, que ressaltou que atuava junto ao Conanda e é vice-presidente
da Frente Parlamentar de Defesa da Criança e do Adolescente. Enfim,
o saldo foi mais que positivo: ganhamos o apoio incondicional do IBDFAM, a
defesa veemente da desembargadora Maria Berenice Dias (que defendeu a existência
dessa nova legislação para coibir a alienação
parental), destruímos os argumentos falaciosos dos opositores do projeto
(que ainda não descobrimos as verdadeiras intenções e
razões) e conseguimos incutir na cabeça dos parlamentares que
o projeto visa prevenir atos lesivos a criança e adolescentes antes
de tudo. Na platéia estavam também Marcos Quezado, Igor Xaxá
e Alaúde Soares. Para ouvir a audiência pública basta
clicar aqui.
15/10/2009 - O presidente do Participais, Robinson Neves organiza um debate
sobre alienação parental na OAB/DF. Participaram o desembargador
do Tribunal de Justiça do DF Arnoldo Camanho, a juíza da 1ª
Vara de Família Ana Maria Louzada, o assessor da Secretaria de Assuntos
Legislativos do Ministério da Justiça Tiago Macedo, o presidente
da associação ParticiPais, Robison de Neves Filho, a psicóloga
Sandra Baccara e a integrante da Comissão de Mediação
e Arbitragem da OAB/DF Fabíola Orlando.
23/10/2009 – Elizio Peres participa do Congresso Internacional Psicossocial
do TJDF e defende o PL da SAP.
10/11/2009 – Apresentado o substitutivo da deputada Maria do Rosário.
14/11/2009 - O grupo formado por Elízio; Paulo Stangler, Presidente
da ANER; Sr. Ronaldo Simões, Diretor de Comunicação da
ANER; Luciana Aguiar, secretária Executiva da ANER e Representante
do Projeto Criança Feliz RS em Brasília; Luiz Otávio
Daloma - Assessor da Deputada Maria do Rosário Marcos Quezado participam
de uma reunião com o deputado Tadeu Filippelli (presidente da CCJC)
e pedem que o parecer da deputada Maria do Rosário seja colocado na
pauta de votações.
19/11/2009 – Aprovado por unanimidade o PL na Comissão de Constituição
Justiça e Cidadania da Câmara.
O Senado
e a segunda grande decepção
30/03/2010 –
O PL é encaminhado ao Senado.
6/04/2010 –
Elizio Peres e Sandra Baccara vãoi ao Senado Federal para reiniciar
o trabalho de mobilização junto aos parlamentares. Na oportunidade
tem uma reunião com senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
07/04/2010 - Sergio
Moura, Alexsandro Beatrici e Guto Caminha iniciam uma série de contatos
com o senador Paulo Paim e sua assessoria para convence-los da importância
de agilizar a tramitação do PL.
08/04/2010 –
Em Porto Alegre, Sergio Moura, Alexsandro Beatrici e Guto Caminha conseguem
a adesão do senador Pedro Simon (PMDB-RS) ao Projeto de Lei.
13/04/2010 –
Nomeado o relator do PL na Comissão de Direitos Humanos: senador Paulo
Paim (PT-RS).
20/04/2010 –
A assessoria de imprensa do senador Paulo Paim publica uma nota avisando que
convocaria uma audiência pública. Na nota, apenas declarações
do presidente da APASE, Analdino Rodrigues Paulino Neto, e a informação
inverídica de que o PL seria uma proposta encaminhada ao Congresso
Nacional pela APASE. A manobra novamente une os movimentos para que não
ocorra nenhuma manobra de usurpação de um trabalho que sempre
foi de cunho coletivo.
23/04/2010 - Diante
da reação indignada dos representantes de todos os movimentos
que lutam pela alienação parental e dos envolvidos na elaboração
do PL, a assessoria do senador corrige a informação com pedidos
de desculpas. Entretanto, permanecia a disposição do senador
em fazer a audiência pública, o que atrasaria a tramitação
da matéria por ser ano eleitoral.
24/04/2010 - É
divulgada uma nota pelo então dirigente da APASE solicitando que a
audiência pública não fosse realizada.
03/05/2010 - A pedido
do presidente do Pai Legal, Daniel Ogando, Nélia Freitas vai pessoalmente
ao gabinete do Paulo Paim e entrega mais um kit informativo sobre alienação
parental. Ela sai de lá com a garantia de que não haveria mais
audiência pública.
06/05/2010 - O gabinete
do senador Paulo Paim informa que o senador voltara atrás a pedido
de psicólogos ligados ao Conselho Federal de Psicologia.
13/05/2010 –
A assessoria do senador Paulo Paim avisa oficialmente que ele desistiu da
audiência pública. Uma das razões é que o CFP não
formalizara nenhum pedido de audiência ou indicara representantes.
9/06/2010 –
A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprova por unanimidade o PL
que pune a alienação parental. Não houve emendas ao texto
aprovado pela Câmara.
30/06/2010 –
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) é nomeado relator do PL na comissão
de Constituição e Justiça do Senado.
Julho de 2010 -
Alexandre Alamino entrega um kit com informações sobre Alienação
Parental ao prefeito de Paranaguá (PR), José Baka Filho. O prefeito
conversa com vários senadores.
07/07/2010 –
O PL é aprovado por unanimidade, sem alterações ao texto
original. Dessa forma, pode ser remetido diretamente à sanção
do Presidente da República.
30/07/2010 –
Recomeçam os trabalhos de disseminação sobre a alienação
parental. Só que dessa vez, o nosso público alvo é a
Subsecretaria de Assuntos Jurídicos da Presidência da República.
Foram encaminhados um dossiê contendo o documentário A Morte
Inventada, o artigo de Elizio Peres destacando os aspectos jurídicos
do PL e o artigo de Sandra Baccara analisando a matéria sob o enfoque
da Psicologia.
26/08/2010 –
O presidente Lula sanciona o PL, que vira a lei 12.318/10. São vetados
dois artigos por recomendação do Ministério da Justiça.
Confira a explicação pelos vetos aqui.
27/08/2010 –
Entra em vigor a lei 12.318/10 que dispõe sobre a alienação
parental e altera o Estatuto da Criança e do Adolescente de forma a
proteger os filhos dessa espécie de maus tratos.