As Novas Relações - Artigo de Anand Rao
(Publicado no site Comunique-se - Agosto/2008)

Resolvi tecer algumas reflexões sobre relacionamento familiar e companheiro. Com o advento da separação cada vez mais presente, pois, a postura da mulher na sociedade mudou, faz-se necessário refletir em como os casais devem agir com relação à nova composição familiar. O amor para com os filhos é fraterno, o companheiro sexual, respeitados os limites desta afirmação.

Muitas vezes, após, a separação são compostas novas famílias, e estes novos companheiros impõem limites ao relacionamento com os filhos do passado. Isso é um erro infundado. Como também os filhos querem influenciar no novo relacionamento de seus pais, outro erro. É importante, respeitar e ser respeitado, amar e ser amado, a via tem que ser de mão dupla, tanto os pais amam e respeita os filhos como vice-versa. A utilização de valores antigos nestas novas relações é incabível. Novos valores e conceitos têm que ser instituídos.

O comum são as opiniões embasadas no coração e não podemos agir assim nos relacionamentos atuais. A emoção, é um componente tácito no amor, mas, não único. É muito importante a conjugação da emoção com a razão, traduzindo assim, a comunhão de valores. Por exemplo, num novo relacionamento onde o casal possui filhos da relação anterior. A relação com os filhos tem que ser preservada bem como, com o novo companheiro. Tudo tem que ser equilibrado e ter o mesmo valor.

Nunca, em hipótese nenhuma, há similaridade dos valores nos relacionamentos em que as partes têm filhos anteriores com os que não tem. No relacionamento em que não há filhos, as partes são os protagonistas das ações, no que há, há uma divisão na valorização, nem tanto aos filhos, nem tanto às partes. E mais, os pais, as partes dos relacionamentos devem respeito e amor aos filhos e estes também, é uma via sempre, repito, de mão dupla.

Como agir, como equilibrar as ações entre um relacionamento com sexo, o definido aqui como entre as parte e o fraterno, com os filhos. É muito difícil essa comunhão. Se não refletirmos diariamente sobre as ações que tomamos, deixamos evoluir uma bola de neve, e para ser desfeita só com uma nova relação. Por isso é comum hoje várias separações e reparações na tentativa de novas relações.

Pinçando e tatuando novas idéias, acreditamos que é imperioso no mundo atual que cada um defina o que quer para sua vida. Inovar é fundamental pois, a sociedade está mais livre e na medida que atingimos a liberdade há um rompimento, ou integração maior, com a responsabilidade. Os valores da sociedade são mutáveis e esta mutação muitas vezes é benéfica ou complexa, provocando por vezes, um desvio na compreensão. Mas, é assim que devemos prosseguir, com novos valores, novas ações. Entristecer o companheiro ou os filhos não é o caminho mas, estes têm que estar abertos a novos caminhos, novos paradigmas, com o rompimento dos existentes.

Viver numa sociedade que não se sabe, é não saber o que fazer. Devemos saber, e é isso que cabe a mim e a você, saber qual o procedimento no novo relacionamento. Tantas coisas existem para ser escritas e debatidas, mas, viver é o melhor remédio. Viver sempre refletindo no dia a dia sobre o fato acontecido. Viver sempre descobrindo novos rumos para solucionar as intempéries. Viver na busca de um relacionamento melhor pai e filho, companheiros. Viver na certeza do novo e tudo que é novo assusta.

Portanto, vou me arriscar e propor. O passado não deve ser esquecido, ele tem seu espaço e deve ser respeitado. O futuro deve ser sonhado, valorizado, amado, instruído. E o presente, deve ser vivido, questionado e renovado. O novo de ser exaustivamente vivido agora e o novo só vingará se trouxer felicidade para todos que fazem parte da sua vida. Todos que inovam, sofrem, e muitas vezes se perdem em questionamentos, mas, na descoberta do novo o caminho se ilumina e se fortalece de tal forma que a felicidade é atingida.

Eu quero o novo para minha e a sua vida.

Anand Rao
Jornalista