PARTICIPAIS pára o Parque da Cidade ao caminhar pela Igualdade (02/10/2004)

Contando com a apoio de diversas pessoas que compareceram aos eventos da III SIP, a ParticiPais realizou, neste sábado, uma caminhada pacífica no Parque da Cidade. O evento começo às 10:30 hs, no estacionamento 10 e seguiu um percurso de dois quilômetros. Durante este, pais e filhos carregaram faixas
de forma silenciosa chamando a atenção daqueles que caminhavam. Palavra de apoio e pedidos de orientação permearam o evento que encerrou diante da administração do parque, perto do quiosque do atleta, onde os presentes ficaram abrigados numa tenda. A TV Nacional se fez presente cobrindo o evento.

Participais oferece jantar para Pai Legal (22/07/2004)
A Participais, associação para a melhoria da relação de pais separados com seus filhos, situada em Brasília, ofereceu jantar para a advogada Sandra Regina Vilela, fundadora com Paulo Habl da Pai Legal, associação com o maior número de associados no Brasil. Foi um mero jantar de confraternização onde diversos assuntos foram tratados. Anand Rao, um dos Diretores de Comunicação Social da Participais propôs, uma maior interação Participais – Pai Legal, através de seus Presidentes, posto que, a Participais é uma associação com uma reunião real semanal, além de estar situada em Brasília, centro das decisões político-administrativas de nosso país. E a Pai Legal, como já citado, possui o maior número de membros no seu grupo de discussão, além de atuar com firmeza nas informações veiculadas via e-mail. Anand Rao também informou para alguns membros que se cadastrou no site da Pai Legal para virar assessor de imprensa da instituição.

A Nova Mulher Mãe no Contexto da Família Moderna (10/03/2003)
Confira clicando aqui, a palestra proferida pela advogada Deirdre de Aquino Neiva, vice-presidente da ParticiPais, no Terraço Shopping, em 10 de março de 2003, por ocasião da semana de homenagens ao "Dia Internacional da Mulher", sobre as diferentes formações e barreiras da família moderna e o papel da mulher na constituição desse novo lar. "Conceitos como pai provedor, chefe da família, aquele que decide e provê, e mãe colaboradora e "do lar", aquela que incansavelmente trabalha no espaço privado, sem direito a salário, nem férias, ainda, o conceito de casamento indissolúvel, uniões infelizes para sempre, tudo isso começou a ser questionado, com a lenta, mas permanente ascendência da mulher no mercado de trabalho. A mulher conquistou a independência econômica. Teria conquistado a independência emocional?"

ParticiPais faz debate sobre a nova família (28/11/2002)
A Associação pela Participação de Pais e Mães Separados na Vida dos Filhos (ParticiPais) realizou na última semana de novembro o debate "O Novo Pai e a Sociedade", dentro do ciclo de eventos que a associação vem promovendo para discutir as mudanças na sociedade, notadamente na família, e a posição de pais, mães e filhos diante do novo contexto social. O debate no auditório do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), do Senado Federal, reuniu pais, mães e profissionais das áreas de Psicologia e Direito. Como debatedores, participaram o pedagogo Hebert Lobo, diretor Pedagógico da ParticiPais; a psicóloga Elenice Gama, diretora do Psicosocial Forense; e a pedagoga Márcia Fernandes, diretora do Colégio Arvense, de Brasília. A condução coube ao presidente da associação, Alfredo Oton de Lima. O debate foi aberto por Hebert que abordou aspectos sociais do casamento e da separação, enfatizando que a visão tradicional que se tem dos componentes de uma família, enquanto unidos, é a de que são criaturas felizes e seguras. "E depois da ruptura, como ficam o pai, a mãe e os filhos? Trago mais uma questão do que uma solução, pois a separação mexe não só com a família mas com a sociedade como um todo". A exposição de Helenice voltou-se mais para o funcionamento do setor de Psicologia do TJDF, que apóia o Judiciário com a elaboração de relatórios técnicos sobre Psicologia e Assistência Social. Disse que os profissionais do setor, bastante requisitados por juízes de Família antes de decidir sobre as separações, trabalham sempre com a idéia de manter o pai e a mãe perto da criança. "O nosso fundamento é não perder de vista a convivência familiar". Márcia enfatizou que no âmbito da escola, o elemento mais importante é a criança. "Pai e mãe é para toda a vida e a criança tem que ter isso resguardado. A pessoa mais frágil num processo de separação é a criança, e seu bem-estar deve estar em primeiro lugar." Para Márcia, o casamento é só mais uma das instituições que está em crise hoje na sociedade. "A verdade é que o ser humano vive mal, quantos de nós consegue manter mesmo uma amizade por muitos anos?". O diretor-Pedagógigo da ParticiPais ilustrou o debate com um número impressionante: 47% das crianças matriculadas em escolas oficiais são filhos de pais separados. Helenice disse que o trabalho do Psicossocial Forense tem ajudado os juízes a fecharem acordos de separações onde as crianças são favorecidas, como por exemplo, abrindo a possibilidade de pais separados pegarem os filhos na escola pelo menos duas vezes por semana e ajudá-los a fazer os deveres escolares. Márcia disse que os educadores deveriam estudar mais o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), pois nele está escrito que a criança é o centro de tudo. O presidente da ParticiPais, Alfredo Oton de Lima, considerou o debate muito proveitoso pois tais iniciativas estimulam a reflexão da sociedade para uma realidade familiar existente e que necessita ser bastante discutida para ser entendida e vivida num contexto de paz e harmonia. "Tais discussões fazem com que busquemos viver da melhor forma possível dentro de um ambiente de perda, de ruptura, muitas vezes indesejável, porém real e concreta. É preciso ser melhor pai, melhor mãe e melhor filho". (Carlos Dias Lopes)

Público participativo assistiu debate sobre guarda dos filhos (26/09/2002)
O debate promovido pela Associação pela Participação de pais e Mães Separados na Vida dos Filhos (Participais) na última semana de setembro alcançou os objetivos da entidade: fazer circular informações na sociedade sobre os diversos tipos de guarda dos filhos depois da dissolução do casamento. Cerca de 40 pessoas estiveram no auditório do ILB, em Brasília, participando ativamente com perguntas e intervenções durante o encontro. Os debatedores, o juiz da 6º Vara de Família do Distrito Federal, Arnoldo Camanho de Assis, e a professora de Direito de Família do UniCeub, Deirdre de Aquino Neiva, deram as definições técnicas sobre guarda única e guarda compartilhada.
O debate foi aberto pelo presidente da associação, Alfredo Oton de Lima, que expôs informações gerais sobre a ParticiPais e dados sobre a situação social no Brasil e no mundo de casais, homens e mulheres separados e crianças. Um dos números que mais chamou a atenção dos assistentes foi o aumento do pedido de guarda por homens. Em São Paulo, no ano de 2001, pela primeira vez no Judiciário estadual, o pedido de guarda feito por pais foi maior que o feito por mães, 53% contra 45%. "O debate fui muito proveitoso no sentido de aprofundamento dos conceitos de guarda de filhos, discussão sobre a problemática de famílias atingidas pela ruptura conjugal, exposição de realidade familiar com a figura do pai mais participativo e informações sobre a boa aceitação pelos órgãos oficiais dessa nova realidade. A partir de agora, debates deste tipo serão realizados freqüentemente para que cada vez mais a sociedade tenha elementos para opinar com clareza sobre um assunto que diz respeito ao futuro da família brasileira", disse Alfredo.

Vantagens - Entre as vantagens da guarda compartilhada, Deirdre citou a diminuição da dor da perda que a separação dos pais causa a estes e aos filhos, a manutenção do forte e positivo papel dos pais na vida dos filhos, a impossibilidade de a criança ter de "escolher' com quem vai ficar depois da quebra familiar, a segurança proporcionada à criança pelo contato consistente e freqüente com os pais e o favorecimento à idéia de que ambos estão aptos a prover o lar para seus filhos, entre outros. Segundo ela, pesquisas feitas em países como Estados Unidos e Inglaterra, em que a guarda compartilhada (joint custudy) é utilizada há alguns anos, constatou-se que as crianças cujos pais compartilham a custódia desenvolvem-se mais satisfatoriamente do que as que vivem com apenas um deles. "A guarda compartilhada dá certo mesmo entre pais que apresentem entre si alto grau de conflitos, permitindo às crianças manter boa relação com eles e até minorando os desentendimentos, além de ajudar a criança a manter vivo o senso de suas origens e a abrir suas opções para as relações familiares na vida adulta", ilustrou Deirdre.

Participação - O juiz Arnoldo Camanho, pai separado, salientou que o tema Direito de Família mexe com a coisa mais cara aos homens e mulheres: os filhos. Disse que na vara de família que preside consegue 90% de acordos entre o casais que estão se separando em relação a como será a convivência com os filhos. "Costumo dizer que se não chegarem a um acordo, é o juiz quem terá de decidir, e esta pode não ser a melhor solução, então é melhor ponderar sempre". Camanho enfatizou que procura homologar acordos que levem em consideração sempre o melhor para a criança. Esclareceu que o fato de um pai não deter a guarda não significa que o outro não possa participar da vida do filho. "A perenidade do casal parental deve sobreviver à fragilidade do casal conjugal."

Alternativas - O diretor Jurídico da ParticiPais, Robinson Neves, que compôs a mesa de debates, chamou a atenção para a importância do fato de juízes como Arnoldo Camanho estarem prestando atenção a modelos alternativos de guarda, procurando fazer com que os casais se entendam visando o melhor para os filhos. "É um alento para nós, pais separados, ouvir coisas como as que o juiz acaba de falar. O tema é de suma importância, pois representa uma mudança de cultura, já que até então não era comum uma participação mais integral do pai na criação dos filhos depois da separação. Na verdade, estamos tentando quebrar paradigmas que nos têm sido impostos há anos." (Carlos Dias Lopes)