
23/04/09 - Mulheres
que dizem ter filho de Lugo criam uma união no Paraguai (G1)
Em meio a charges e piadas criadas, Damiana Morán, a terceira mulher a denunciar que tem um filho com Fernando Lugo disse que foi criado uma comissão para acompanhar os supostos casos de paternidade. E mais: ela afirmou que o ex-bispo e atual presidente do Paraguai é pai de, ao menos, seis crianças, apesar de somente três terem vindo a público. "Formamos um grupo de trabalho para administrar todos os casos de paternidade (relacionados a Lugo). Até o momento, já temos notícia de que existem seis casos", disse Damiana em entrevista coletiva. Segundo Damiana, as encarregadas das duas secretarias, Liz Torres e Gloria Rubín, "têm plena consciência sobre a necessidade de se esclarecer tudo para que Lugo possa governar". Morán, que afirma ter um filho de um ano e quatro meses com Lugo, disse que não vai exigir nada do chefe de Estado, e destacou que o próprio presidente já comunicou, por intermédio de seu advogado, que assumirá a paternidade. Publicamente, Lugo só admitiu ter tido um filho quando ainda era bispo. "Nós, as mães, temos que nos unir e não agir separadamente, para evitar um maior desgaste na figura do presidente", disse Damiana, ex-coordenadora da Pastoral Social da Diocese de San Lorenzo. Damiana Morán, de 39 anos, disse ter iniciado a sua relação com Lugo há cinco anos, e a intensificou durante a campanha eleitoral que levou o ex-bispo à Presidência, em abril de 2008. "O que posso assegurar é que foi uma grande entrega e que foi uma explosão de sentimentos, e por essas coisas de Deus e da vida, nasce um fruto, que é Juan Pablo", de um ano e quatro meses, contou a mulher ao jornal local "ABC Color".
Primeiro
filho
Na
semana passada, Lugo reconheceu como filho o menino Guillermo Armindo, de
dois anos, fruto de um relacionamento com Viviana Carrillo Cañete.
A admissão pública da paternidade estimulou uma segunda mulher,
Benigna Leguizamón, ex-funcionária da diocese de San Pedro,
a exigir que Lugo reconheça o filho Lucas Fernando, de seis anos.
A titular da secretaria da Mulher, Gloria Rubín, estimou que podem
surgir novos casos e pediu a Lugo que esclareça toda a situação.
Mais escândalo
O
escândalo coincide também com novos atritos do chefe de Estado
com o vice-presidente do país, Federico Franco, pela reestruturação
ministerial que Lugo ordenou esta semana.
A remodelação alcançou órgãos controlados
pelo partido de Franco, o Liberal Radical Autêntico (PLRA), principal
aliado governista.
Parte da imprensa local e analistas políticos consideram que as quatro
mudanças feitas por Lugo em seu gabinete em 20 de abril, em coincidência
com o primeiro ano de seu histórico triunfo eleitoral, se deveram a
uma estratégia para desviar a atenção.
A reestruturação ministerial prejudicou a ala liderada pelo
vice-presidente do país no PLRA, suporte político de Lugo no
Congresso e cujos seguidores foram marginalizados durante os oito meses de
seu mandado, segundo o vice do Executivo.
"O presidente atua de forma avessa contra o meu grupo e contra o partido",
se queixou Franco, enquanto o presidente do Congresso, o opositor Enrique
González Quintana, disse que "há uma grande divergência
no partido que deu a Lugo 82% (dos votos) nas eleições".
Lugo assumiu o poder em 15 de agosto passado após pôr fim a 61
anos de hegemonia política do Partido Colorado, à frente de
uma coalizão que, apesar de ser integrada por diversos grupos sociais
e de esquerda, é liderada pelo PLRA, de centro-direita.